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Bronquiolite

Vou falar um pouquinho sobre bronquiolite, essa famigerada infecção respiratória que aterroriza a vida das mamães e pediatras nessa época do ano.

ETIOLOGIA:

Ela é causada por varios🦠 vírus respiratórios (influenza, para influenza, metapneumovírus) sendo que o mais comum é o VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO (VSR).

Nos adultos e crianças maiores, ele causa um resfriado comum, mas nos bbs, ele pode causar um acometimento das vias áreas inferiores (brônquios e bronquíolos).

TRANSMISSÃO:

Acontece por gotículas dos indivíduos acometidos. Nessa época do ano, na qual muita gente está resfriada, é muito fácil transmitir. A situação clássica é o irmão mais velho ou algum outro familiar estar resfriado e passar para o bebê.

QUADRO CLÍNICO:

Começa como um resfriado qualquer, com coriza, congestão nasal, geralmente com febre baixa e não muito persistente, tosse, diminuição da aceitação alimentar. Com o passar dos dias (geralmente entre 3º e 4º dias), a bronquiolite chega no seu PICO, quando a tosse se torna mais persistente e, na ausculta pulmonar, são encontrados sibilos (chiado) e secreção. Na evolução natural da doença, sem complicações, o quadro vai melhorando com o passar dos dias. As crises de tosse se espaçam e o bebê se cura, geralmente em até 7-10 dias.

DIAGNÓSTICO:

É clínico, com história e exame físico, porém, se possível, é indicado fazer a pesquisa viral para tentar nortear melhor a conduta terapêutica. Com a evolução, pode ser necessário um RX de tórax, mas nem sempre é preciso.

TRATAMENTO:

Não há um tratamento específico para o VSR. O tratamento é sintomático, com inalação com soro fisiológico, fisioterapia respiratória e antitérmico se necessário. Na maioria dos casos, o tratamento é ambulatorial, mas pode haver necessidade de internação para melhor controle, como em bebês muito pequenos ou se há algum sinal de gravidade.

SINAIS DE ALERTA:

Acho que é o que todos os papais precisam saber! Quando é preciso procurar o médico:
🔸aumento da frequência respiratória: observar o bebê respirando e ver se está mais rápido que o normal;
🔸sinais de desconforto respiratório: conforme o bebê respira, consegue-se ver que a barriguinha “entra” demais e aparecem as costelas ou se faz um “buraquinho” na região do pescoço (fúrcula);
🔸queda do estado geral;
🔸crises de tosse com cianose (boquinha arroxeada) ou engasgos.

Bronquiolite Bronquiolite

PREVENÇÃO:

Existe uma vacina contra o VSR mas só é feita em algumas situações específicas, como prematuridade extrema, cardiopatias.

De maneira geral, o melhor jeito de evitar o contágio dos bebês é evitar lugares cheios e fechados. Evitar o contato com pessoas sabidamente resfriadas, principalmente na época de maior circulação viral, o outono. Aleitamento materno e medidas gerais de higiene, como uso frequente de álcool gel, são sempre indicadas!

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